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domingo, 15 de junho de 2014

Análise gráfica

O que é análise gráfica

A análise gráfica é o estudo que visa monitorar o comportamento dos preços de mercado baseado em uma representação gráfica destes preços. Essa movimentação dos ativos, apresentada através de um gráfico, tem como objetivo verificar o comportamento da “Lei da oferta e da procura”, a partir de onde conseguimos rastrear a tendência de um ativo.

Além do próprio comportamento dos preços, ainda temos a ajuda de diversas ferramentas que nos ajudam a operar de acordo com a tendência do mercado ou fazer operações em mercados sem tendência, são os osciladores e rastreadores. Além disso, a análise gráfica nos auxilia em relação ao timing (momento ideal de entrada/saída) da operação. Essas ferramentas complementam os nossos estudos, ajudando a descobrir em quais ativos devemos nos posicionar e também o momento exato para a montagem de uma operação e a hora certa de desfazê-la.

Estilos de análise de mercado

O mercado é composto de diversos estilos de análises utilizadas pelos investidores. Os estilos mais comuns são: os fundamentalistas, os ”loucos” e os grafistas. Existem ainda aqueles conhecidos como “insiders”, cujo estilo não deve ser considerado uma opção, por utilizarem práticas ilegais, como será explicado abaixo.

Os fundamentalistas são os investidores que pesquisam por conta própria e levam em consideração dados macroeconômicos locais e internacionais que afetam o desempenho de setores da atividade e/ou das empresas. O objetivo é realizar projeções de resultados, estimar retornos para os próximos períodos, projetar crescimento futuro via fusões, aquisições ou crescimento orgânico e outros indicadores que sustentem suas opiniões, preços relativos e múltiplos de mercado. O objetivo é sempre projetar maior consistência no futuro e chegar a um preço alvo para as ações, buscando maximizar retornos das aplicações. Em função disso, é essencial a avaliação passada de demonstrativos, integração com dirigentes de empresas e projeção de cenários.

Os chamados “loucos” são aqueles que não baseiam seus investimentos em qualquer tipo de análise própria ou de terceiros, fazendo-os simplesmente por vontades ou inspirações, reportagens de televisão, conversa entre amigos ou qualquer outro tipo de informação que não deveria ser suficiente para fundamentar uma compra ou venda do ativo.

Os “insiders” são aqueles que, por algum motivo, possuem informações privilegiadas sobre determinado assunto e usam essas informações de maneira ilegal, para tirar vantagem e obter lucros para si ou para terceiros. Essas pessoas podem ser desde funcionários da própria empresa em questão até funcionários de fundos de investimento ou semelhantes que desenvolvem estudos específicos sobre algum setor ou empresa, ou ainda funcionários do governo. É importante ressaltar a ilegalidade desse tipo de operação com informações privilegiadas, sendo passível de punição pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e órgãos fiscalizadores do mercado financeiro.

Finalmente, os grafistas são aqueles que tentam rastrear a lei da oferta e da demanda dentro do mercado. Esse rastreamento é feito através de uma ponderação entre as diversas forças de cada escola que movimenta o mercado, decidindo, assim, o rumo que as ações tomarão. Em geral, a análise gráfica apresenta momentos determinados para operação em pontos específicos de entrada e saída de suas operações. Seu principal objetivo é seguir o mercado em geral, jamais lutando contra sua tendência ou tentando fazê-la mudar à força. A escola gráfica utiliza suas ferramentas para tentar identificar essas forças atuantes no mercado através de seus gráficos, buscando assim aproveitar as melhores oportunidades de força nos ativos.

No próximo post, irei falar um pouco sobre tendências e linhas de tendências. 

Continuem acompanhanho o blog !!!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Porque investir em ações ?

Investir em ações é buscar potencializar os ganhos, auferir maiores lucros, capitalizar o capital que pode estar parado em conta corrente, poupança, títulos de capitalização, etc.

Mas o que é uma ação

As ações são papéis que representam uma pequena parte do capital social de uma empresa.

Ao comprar uma ação o investidor se torna sócio da empresa que emitiu essa ação, passando a correr os riscos dos negócios junto com a empresa e tendo participação nos lucros e prejuízos da mesma. Toda ação possui um código, ele é formada por quatro letras que representam o nome da empresa e um número que representa o tipo da ação.

As ações podem ser classificadas em dois tipos:
Ordinárias (ON): Quem possui ações desse tipo pode de votar em assembleias gerais da empresa, além de receber os lucros distribuídos pela empresa. As ações ON são representadas pelo número 3 depois do código da empresa. Exemplo: PETR3.
Preferenciais (PN): Quem possui essas ações não pode votar nas assembleias, mas recebe os lucros distribuídos primeiro (em uma porcentagem maior que as ordinárias), e caso a empresa decrete falência serão os primeiros a receberem compensações.

As negociações das ações ocorrem na Bolsa de Valores, se alguém quiser comprar ou vender uma ação, primeiramente essa pessoa deve se filiar a uma corretora. Estando filiada a pessoa poderá emitir ordens de compra ou venda para corretora, esta por sua vez irá executar estas ordens no pregão (local onde as negociações ocorrem). Entretanto essas ordens de compra ou venda tem um custo (corretagem), que variam conforme a corretora e o tamanho da operação. As corretoras também cobram um preço para guardar essas ações em segurança (taxa de custódia), os preços também variam conforme a corretora e o volume de ações.

As ações também são diferenciadas por níveis de liquidez (capacidade de trocar de dono com rapidez):
1ª Linha ou “Blue Chips”: São ações de muita liquidez, geralmente são empresas tradicionais, de grande porte e excelente reputação.
2ª Linha ou “Small Caps”: São ações de boa liquidez, em geral de empresas de grande e médio porte, com tradição ou não.
3ª Linha: Ações com pouca liquidez, de empresas de pequeno e médio porte, mas não necessariamente de menor qualidade ou maior risco.

Porque investir ?

Investir o capital é poder se preparar para uma aposentadoria, um projeto futuro. 

Historicamente, investir em ações no Brasil apresenta retornos superiores às aplicações em renda fixa, como as citadas acima. Porém não é apenas comprar determinada ação que significa sucesso, um lucro maior que a poupança por exemplo. É necessário uma análise, estudos para identificar os pontos de compra e venda de determinada ação.

No mercado financeiro, não existe "Eu acho que caiu muito e vou comprar" ou "Já caiu muito e acho que vou comprar". Essas frases são típicas de investidores que começam a investir e logo se deparam com uma "rasteira" do mercado. Deve ter uma análise. Não existe uma lógica exata, porém com estudos, podemos diminuir as chances de erro. Afinal de contas, até hoje,  não conheci ninguém estar disposto a entrar num negócio para perder o dinheiro que conseguiu com trabalho.

Quanto e qual capital devo investir ?

O capital a ser investido, deve ser aquele dinheiro que você não está contando. Um dinheiro que você não está preocupado se terá de usa-lo para pagar as contas no final do mês.
Atualmente, corretoras abrem contas com R$ 200,00. Com pouco capital, pode-se investir em ações de menor valor no mercado, as chamadas SMALL CAPS, ou comprar lotes fracionários. Em geral, os lotes padrão são de 100 papéis. 
Na minha opinião, deve-se começar com pouco para poder se acostumar com o mercado. Fazer as análises, e se posicionar. Ter um plano bem definido e segui-lo.