São ferramentas desenvolvidas a partir de fórmulas matemáticas advindas de diversos tipos de diferentes combinações dos valores do comportamento do ativo, sejam eles relacionados às máximas, mínimas, fechamento, volume ou qualquer outro dado do ativo. Apesar de suas fórmulas que são, muitas vezes, complicadas para se fazer à mão, as diversas plataformas gráficas disponíveis fazem esses cálculos já pré-programados.
Médias Móveis
São indicadores muito comuns que consistem na média dos preços de
fechamento de “n” períodos, sendo as mais comuns a aritmética e a exponencial.
Essas médias podem ser usadas de diversas maneiras, como por exemplo, sendo
suporte para o ativo, usando-se uma MM de período maior. É bastante utilizada
também como ferramenta de timing de entrada na operação através do cruzamento
de duas médias móveis de períodos diferentes. Uma das principais ferramentas na
qual se utiliza as médias móveis é o Didi Índex, popularmente conhecida como
Agulhada do Didi, que falaremos a seguir.
Trix
O indicador é uma taxa percentual de um período de três vezes a
média móvel exponencial, sendo que o período desta média é definido de acordo
com o perfil de cada usuário. O motivo do uso de um fator exponencial triplo é
fazer com que a ferramenta considere somente os ciclos significantes do
mercado, desprezando outros pequenos movimentos. Usualmente também é inserida
no seu gráfico uma média móvel para facilidade na leitura das inversões do
indicador. Sugiro o uso de uma média de quatro períodos.
Didi Index (Agulhadas)
Este indicador foi criado pelo grafista brasileiro Odir Aguiar, o
Didi, que percebeu um comportamento particular das médias móveis de 3, 8 e 20
períodos. Quando temos as três médias colocadas como indicador, dividimos todas
pela média de 8 períodos, de modo que esta fique sempre constante na
horizontal. Quando temos uma junção das médias de 3 e 20 dias em cima da linha
da média de oito períodos e a partir desta junção vai uma linha para cada lado,
temos uma agulhada. Se a média de três dias sair para cima e a média de 20 dias
sair para baixo, temos uma agulhada de compra, caso contrário, teremos uma
agulhada de venda. É importante observar que as agulhadas sempre devem vir
acompanhadas de tendência. Caso não haja a tendência, a agulhada não é válida.
IFR (Índice de Força Relativa)
É um dos osciladores mais conhecidos e utilizados pelos analistas
gráficos. Ele mede a velocidade da variação do valor do ativo. Sua variação é
de 0 a 100, tendo o nível sobrecomprado acima dos 70 e sobrevendido abaixo dos
30. Seu cálculo é feito da seguinte forma: IFR = 100 – (100/(1+(A/B)), onde:
“A” é a média dos preços de fechamento dos dias de alta do período e “B” é a
média dos preços de fechamento dos dias de baixa do período. Este período
também varia de acordo com a preferência do usuário, sendo os mais comuns de 9,
14 e 25 períodos, onde quanto menor, mais volátil fica o indicador e vice
versa. A principal utilidade desse indicador é a sinalização de divergências
altistas e baixistas. Se tivermos dois topos ascendentes no gráfico de candles,
e no IFR houver dois topos descendentes, temos uma divergência baixista. Em
contrapartida, se tivermos dois fundos descendentes no gráfico de candles, e no
IFR houver dois fundos ascendentes, teremos uma divergência altista.
Estocástico
É um oscilador que mede a capacidade das forças compradoras
fecharem o candle em sua máxima e a capacidade das forças vendedoras fecharem o
candle em sua mínima. É composto de uma linha rápida e uma linha mais suavizada
através de médias. A linha rápida é a representação percentual da diferença do
fechamento do período para a sua mínima, dividido pela diferença entre a máxima
do período e a sua mínima. A linha lenta é exatamente este mesmo cálculo, porém
a média dos últimos três candles, ou seja, a média das últimas três linhas
rápidas. Este oscilador tem ainda suas regiões default de sobrecompra acima dos
80 e de sobrevenda abaixo dos 20. Por ser um oscilador, tende a indicar
reversões de tendências com variações bruscas e rápidas.
Bandas de Bollinger
Está ligado à volatilidade do papel, usado basicamente para descobrirmos
a hora certa de entrada no papel, quando do rompimento de uma resistência
juntamente com o começo de abertura das bandas, quando temos possibilidades de
começarmos um movimento mais forte. Durante os períodos de menor volatilidade,
estas bandas tendem a se estreitar e se aproximar uma da outra. A indicação de
que um movimento mais forte no ativo estaria prestes a começar, seria o
estreitamento dessas bandas, com posterior rompimento delas pelos candles. Caso
o candle siga o movimento na direção do seu rompimento, confirmaremos sua
indicação de movimento.
Estes são alguns dos indicadores mais utilizados na análise técnica.
Dúvidas ou sugestões, encaminhar email para franck.lima@live.com. Continuem acompanhando o blog e até a próxima.
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